''Já me sinto parte da revista'', brinca Regiane Alves, capa da Revista Manequim pela sexta vez

E é com essa intimidade e carinho que a atriz fez este ensaio com peças leves e lindas, escolhidas a dedo para refrescar 2021

SIMONE SERPA para a Revista Manequim 736 Publicado segunda 1 fevereiro, 2021

E é com essa intimidade e carinho que a atriz fez este ensaio com peças leves e lindas, escolhidas a dedo para refrescar 2021
Musa! Regiane Alves é capa da Revista Manequim pela sexta vez - Fotos: VINICIUS MOCHIZUKI

Ela é mesmo uma parceira e tanto da revista. Não que saiba costurar, “mas adoraria saber”, diz e completa: “acho o máximo quem tem esse dom” e cita o exemplo da própria mãe dela que pinta e manuseia uma máquina de costura com facilidade.

Em um dos trabalhos de atriz, Regiane precisou aprender tricô para a personagem de um filme que fez. A surpresa é que gostou da arte de tecer com agulhas, quem sabe logo não será convidada para fazer o papel de uma exímia costureira.

Independentemente de qualquer coisa, o gosto pela moda sempre existiu, desde o começo da carreira como modelo e, depois, já atriz, na composição de seus personagens. Regiane é dessas que sabe apreciar uma peça com bom caimento e belo design. Ela gosta de acompanhar os desfiles dos estilistas amigos e dos quais é fã, Lino Villaventura entre eles.

Não faltaram elogios às roupas que vestiu neste ensaio para a Revista Manequim. Ela garante que todas entrariam fácil no seu guarda-roupa, que, segundo ela, é todo organizado por cor! Nos cabides, a prioridade é dos looks versáteis, que a deixam preparada para qualquer ocasião, e que priorizam o conforto. “Tenho alguns vestidos e macacões que são curingas, já sei onde ficam no armário e, na dúvida do que vestir, vou direto neles”, assim Regiane revela um de seus segredos de elegância, que tem a ver também com autoconhecimento.

Ela sabe exatamente o que lhe veste bem: roupas que alongam, com cintura marcada e tecidos leves. Na hora de comprar, ela não cai em armadilhas, já sai de casa sabendo o que quer e não se deixa levar por modismos.

PANDEMIA

Nesses tempos em que a pandemia obrigou todos a ficarem um pouco mais em casa, Regiane não parou, fez aulas virtuais de espanhol, colocou a leitura e as séries em dia, praticou ioga e focou no bem-estar dos filhos João Gabriel, 6 anos, e Antônio, 5 anos. Mas ela também é empreendedora e viu um de seus negócios fechar, e dessa, situação tirou uma lição: “estamos todos conectados de alguma forma, independentemente de raça, sexo, religião, todos estamos lutando pela vida”.

Esse ano ela faria uma novela, mas foi cancelada diante das circunstâncias. No momento, aguarda novos projetos e não vê a hora de retomar a vida normal. Enquanto isso, tem se arriscado por novos caminhos: “fiz um podcast neste fim de ano e foi uma descoberta me ver escrevendo e produzindo com amigos. Assim que entrar na plataforma aviso as leitoras de MANEQUIM, combinado?” Combinadíssimo, Regiane!

DELICADAS TEXTURAS

No vestido, que combina laise e recortes de renda guipure, destaque para as mangas com abertura na lateral que forma um drapeado, dado pelo molde.

Uma camada de lastex produz franzido no punho. O abotoamento de casa de noiva é uma passamanaria comprada pronta. Basta costurar entre os acabamentos, todos de viés.

Revista Manequim 736 - Matéria de Capa

RODA SENSUAL

O cetim dourado foi todo plissado com efeito soleil, depois refilado e preso ao forro. No pescoço, a faixa retangular é franzida até atingir a medida do decote. Sobre ela, uma tira supercomprida forma as alças que se cruzam nas costas. Anágua de filó maleável, para não armar muito, que fica presa ao forro e, como se vê, é mais comprida para ficar visível.

A saia evasê tem recorte e babado com franzido.

"Gostei da leveza e da cor. O plissado marca uma época e se tornou um clássico atemporal", diz Regiane.

Revista Manequim 736 - Matéria de Capa

TRAMA DE VALOR

O frente única sem frufrus conta com a beleza do tecido em si, um algodão maquinetado de trama aparente. O cós largo com
bico é todo entretelado para não dobrar e ficar bem ajustado à silhueta. Já na parte mais baixa da saia um babado godê de laise dá volume à peça. A bainha é bem estreita para garantir bom acabamento.

"O modelo mais justo, e com uma fenda na saia, é uma opção mais sexy e, ao mesmo tempo, descontraída"

Revista Manequim 736 - Matéria de Capa

BABADOS E PONTAS

O modelo de renda guipure tem uma estrutura simples, não é difícil de fazer e, quem preferir, pode usar qualquer outro tecido plano com caimento fluido que fica bom. Como é de renda, ele precisa de forro duplo na blusa. Coloca-se a parte de renda sobre parte de tecido, pesponta-se todo o entorno para ficar uma peça só. Por fim, faz-se a montagem dessa peça com o forro.

Isso é importante para esconder os acabamentos.

"Achei belíssimos o modelo, o tom e o caimento da renda que é tradicional e delicada"

Revista Manequim 736 - Matéria de Capa

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Fotos: VINICIUS MOCHIZUKI
Edição de moda: CRISTIAN HEVERSON
Consultoria técnica: CRISTIANE LARA
Local: CLIFF SIDE RIO
Beleza: EVERSON ROCHA com produtos Lâncome
Assistente de beleza: MÁRCIO BARBOSA

Último acesso: 19 Apr 2021 - 08:16:24 (1043878).